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Informações sobre construção para uma compra segura de imóveis

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Instalação elétrica – Noções básicas 2

15/05/2013

InstEletricaDando continuidade ao assunto sobre instalação elétrica residencial, iremos abordar aspectos sobre o sistema de distribuição de energia doméstico e entender alguns conceitos importantes. Como já foi dito, toda instalação elétrica deve seguir as recomendações da Norma Brasileira ABNT NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão. Na cidade do Rio de Janeiro, a Light é a Concessionária que distribui a energia que chega em nossas residencias. Em outras regiões ou cidades basta verificar na sua conta de luz qual a Companhia responsável. Na cidade do Rio a energia elétrica chega em nossas casas de modo aéreo nos postes de rua através de 4 fios, sendo 3 fases e 1 neutro. Dependendo do porte e necessidade da sua residencia, a instalação que chega ao seu quadro geral (onde fica o relógio que mede o consumo de energia) poderá ter:

  1. uma fase+neutro (monofásica) com tensão de 127 volts;
  2. duas fases+neutro (bifásica);
  3. três fases+neutro (trifásica).

A quantidade de fases que chegam ao seu imóvel pode ser observada bastando abrir a porta do quadro de distribuição, que costuma ficar dentro da residencia, e olhar qual o tipo de disjuntor ou fusível que protege o(s) fio(s) da entrada. Existem diversos tipos de disjuntores conforme a quantidade de fases e da corrente elétrica por exemplo: Disjuntor monofásico de 20Ampére, Bifásico de 30A, Bifásico de 50A, Trifásico de 50A, cada um indicado para proteger e limitar a quantidade de energia que chega na casa.

Após o disjuntor, a energia é distribuída aos pontos de consumo através de circuitos. Cada circuito alimenta lampadas, tomadas e equipamentos. Em função da carga desses pontos de consumo, somado a outros fatores previstos na Norma como a quantidade de circuitos num eletroduto, é que são dimensionados os fios e cabos dos circuitos e os disjuntores de proteção de cada circuito. Sendo o projeto bem dimensionado, e utilizado conforme previsto, não coloca seu imóvel em risco de incêndio. Por essa razão que não se deve “puxar” mais tomadas em circuito já existente sob o risco de sobrecarregar e esquentar o sistema podendo gerar um incêndio. O mais sensato seria criar um novo circuito em novo eletroduto. Equipamentos que funcionam com resistência elétrica costumam consumir muita energia como os chuveiros elétricos, ferros de passar roupa, secador de cabelo necessitando um circuito exclusivo.

A energia elétrica embora invisível, se percebe através da luz e do calor que provoca nos materiais. Esses efeitos somente são possíveis devido a Tensão elétrica e a Corrente elétrica. A Tensão é a força que empurra a energia pelo fio ou cabo de eletricidade e a Corrente é o movimento organizado dessa energia. A Tensão é medida em Volt (V) e a Corrente em Ampére (A). Entendido isso, as grandezas elétricas começam a fazer mais sentido! Por padrão, a Tensão no Rio de Janeiro é 127 volts enquanto em outras cidades pode ser 220 volts. Quando ligamos um equipamento que foi feito para funcionar em 110 volts na rede de 220 volts o resultado é a queima por excesso de “força” da rede. Já o contrario, ligar aparelho 220v em rede de 127v não queima o dito cujo mas também não funciona. Existem no mercado equipamentos bivolt, isso é: funcionam em qualquer rede pois possuem um adaptador interno.

Nessa equação de grandezas elétricas, falta falarmos na Potência que nada mais é que o resultado da Tensão pela Corrente e cuja medida é o Watt (W). Por norma, todos os equipamentos elétricos trazem escrito a sua Potência ou carga de funcionamento como os chuveiros elétricos que consomem 5400 watts por exemplo. Assim, um chuveiro de 5400w numa rede de Tensão 127v necessitaria de uma Corrente de 42,51 A, mas o mesmo chuveiro de 5400w numa rede de 220v consumiria 24,54 A. E o que significa isso? Uma instalação mais econômica em 220 v pois usaria fios mais finos e disjuntores menores que a instalação de 127 v. Mas isso entenderemos melhor no próximo artigo.

Todo imóvel deveria possuir como documentação básica a planta de suas instalações. Em sua ausência, embora trabalhoso, é possível até para leigos fazer o esquema de sua instalação. Este assunto será abordado num próximo artigo onde aprenderemos até a monitorar os gastos de energia fazendo uma lista dos equipamentos que mais gastam em sua residencia.

Procuramos simplificar as explicações sobre as grandezas elétricas visando atingir o público leigo nesse assunto tão importante. Compreendendo essas três grandezas seremos capazes de entender o funcionamento das instalações elétricas de sua casa. Se gostou, curta o artigo e até o próximo!


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